
Vamos fazer um breve exercício juntos, lembremos os famosos sete pecados... Ira, vaidade, avareza, gula, luxúria, preguiça... Estamos esquecendo de algum? Claro, quase sempre esquecemos a inveja, a não ser quando é nos outros, aí lembramos com uma memória infalível.
Se um dia pararmos para fazer um daqueles cansativos testes quantitaivos (faço muitos desses na faculdade) perguntando às pessoas qual dos sete pecados é mais expressivo nelas mesmas ouviremos diversas respostas. Uns dirão que é a gula "não resisto a doces, como uma caixa de bombom inteira sem perceber". Outros dirão que é a ira "sou muito estourado, perco a cabeça por qualquer coisa". Há quem dirá que é a preguiça "só acordo depois de meio-dia, e ainda cochilo pela tarde". Muitos dirão que é a luxúria "ontem peguei oito, oito? Ou foram nove?". A vaidade também será muito citada "perco duas horas para me arrumar". Até mesmo a avareza será dita "Odeio dividir as coisas, o que é meu é só meu".
Mas e a inveja? Será que somos imune a esse sentimento? Ou será que a inveja é um daqueles tipos de doença que acreditamos que nunca pega na gente, só no vizinho? Que carga de valor tão negativa há sobre ela?
A verdade é que é muito difícil admitir que sentimos inveja, poucos são os pioneiros que ousam ser tão sinceros. É o tipo de pecado que nunca enxergamos em nós mesmos, ao invés disso o deslocamos para o outro.
"Estão falando mal de mim porque sentem inveja". Quem nunca ouviu e falou essa frase antes? Ora, será que realmente sentem inveja de você? De repente estão falando mal do seu cabelo porque ele realmente está feio hoje, ou porque você fez algo para provocar o desafeto alheio.
Inveja, doce inveja... Todos sentem da gente, porém nunca sentimos de ninguém.
Será?
Para mim a inveja é um sentimento tão corriqueiro e natural quanto qualquer outro. Por exemplo, semana passada fiquei sabendo que um conhecido meu foi de helicóptero para Floripa e morri de inveja. E quando reencontei aquele amigo que não via há tempos e ele estava com um corpo que eu sempre quis ter, fiquei com tanta inveja que quase parti para a agressão física (brincadeira, dã). O que eu quero dizer com isso é que é totalmente humano sentir inveja dos outros, este é um "pecado" tão digno ou indigno quanto qualquer outro. Chega desse dedo pesado e julgador que nossa cultura botou sobre os invejosos. Claro que não vamos sair por aí como psicopatas destruindo vidas alheias porque sentimos inveja do cabelo de fulana ou porque ciclana está magérrima. Mas que a inveja seja um agente motivador, algo que nos serve como parâmetro para nos equiparar com aquilo que admiramos.
Assuma-se, saia do armário, diga ao mundo: Sinto inveja sim, e dái?
Se isso serve de incentivo, a famosa psicanalista inglesa, Melanie Klein, nos dirá que sentimos inveja desde que somos bebês. Legal, né?
Se um dia pararmos para fazer um daqueles cansativos testes quantitaivos (faço muitos desses na faculdade) perguntando às pessoas qual dos sete pecados é mais expressivo nelas mesmas ouviremos diversas respostas. Uns dirão que é a gula "não resisto a doces, como uma caixa de bombom inteira sem perceber". Outros dirão que é a ira "sou muito estourado, perco a cabeça por qualquer coisa". Há quem dirá que é a preguiça "só acordo depois de meio-dia, e ainda cochilo pela tarde". Muitos dirão que é a luxúria "ontem peguei oito, oito? Ou foram nove?". A vaidade também será muito citada "perco duas horas para me arrumar". Até mesmo a avareza será dita "Odeio dividir as coisas, o que é meu é só meu".
Mas e a inveja? Será que somos imune a esse sentimento? Ou será que a inveja é um daqueles tipos de doença que acreditamos que nunca pega na gente, só no vizinho? Que carga de valor tão negativa há sobre ela?
A verdade é que é muito difícil admitir que sentimos inveja, poucos são os pioneiros que ousam ser tão sinceros. É o tipo de pecado que nunca enxergamos em nós mesmos, ao invés disso o deslocamos para o outro.
"Estão falando mal de mim porque sentem inveja". Quem nunca ouviu e falou essa frase antes? Ora, será que realmente sentem inveja de você? De repente estão falando mal do seu cabelo porque ele realmente está feio hoje, ou porque você fez algo para provocar o desafeto alheio.
Inveja, doce inveja... Todos sentem da gente, porém nunca sentimos de ninguém.
Será?
Para mim a inveja é um sentimento tão corriqueiro e natural quanto qualquer outro. Por exemplo, semana passada fiquei sabendo que um conhecido meu foi de helicóptero para Floripa e morri de inveja. E quando reencontei aquele amigo que não via há tempos e ele estava com um corpo que eu sempre quis ter, fiquei com tanta inveja que quase parti para a agressão física (brincadeira, dã). O que eu quero dizer com isso é que é totalmente humano sentir inveja dos outros, este é um "pecado" tão digno ou indigno quanto qualquer outro. Chega desse dedo pesado e julgador que nossa cultura botou sobre os invejosos. Claro que não vamos sair por aí como psicopatas destruindo vidas alheias porque sentimos inveja do cabelo de fulana ou porque ciclana está magérrima. Mas que a inveja seja um agente motivador, algo que nos serve como parâmetro para nos equiparar com aquilo que admiramos.
Assuma-se, saia do armário, diga ao mundo: Sinto inveja sim, e dái?
Se isso serve de incentivo, a famosa psicanalista inglesa, Melanie Klein, nos dirá que sentimos inveja desde que somos bebês. Legal, né?
hum... a inveja do falo....
ResponderExcluirEngraçado, a gente é educado a negar a inveja mesmo.... mas não adianta, somos humanos e a nossa humanina alguma hora dá sempre o seu gritinho! A invenja como fator de motivação é até bacana né... o que não rola é aquela inveja destrutiva, seja ela hetero-destrutiva ou auto-destrutiva.
PS: Adorei o blog!
Hello doce amigo desiquilibrado. Acho que hoje estou em meu momento "fim"... Não estou bem, saudades de você! apareça assim que puder... Talvez quando vc aparecer já estarei melhor! Qualquer viagem é viagem! Beijos! te adoro
ResponderExcluir